Decorreu de 30 de Maio a 10 de Junho de 2011, na Cidade da Praia, no Centro de a Formação Médica Especializada da CPLP a 3ª e última fase do programa FORGEST, com a realização de um Seminário Regional/Workshop Final, onde cada país participante apresentou o seu roteiro para o desenvolvimento de Recursos Humanos da Saúde.

O FORGEST é um programa de pós-graduação inovador destinado a Formadores e Gestores na área do desenvolvimento dos Recursos Humanos de Saúde, que teve inicio em Novembro de 2010. Este programa tem a coordenação do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (da Universidade Nova de Lisboa), em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Tem como objectivo dar resposta às necessidades identificadas pelos Dirigentes da Saúde nos PALOP.

Os formandos são oriundos de todos os países dos PALOP e Timor Leste. O financiamento do Projecto Apoio ao Desenvolvimento dos Recursos Humanos do Sector da Saúde dos PALOP (PADRHS-PALOP), sob a coordenação da Dra. Juliana Gracia e apoio do Dr. Benjamin Gamero, da Comissão Europeia.

Esta formação contou com o apoio do Ministério de Saúde Cabo Verde, e teve seu início imediatamente a seguir à inauguração do Centro de Formação Médica Especializada, marcando assim a relevância dos Recursos Humanos no sector da Saúde.

Encerramento oficial da 3ª fase de formação do Programa FORGEST em Cabo Verde


A sessão de encerramento da formação foi presidida por S.E. a Ministra-adjunta e da Saúde, Dra. Cristina Fontes Lima, no dia 10 de Junho, pelas 17h no Instituto Camões.

Durante a sua intervenção, afirmou que a formação constituí uma mais-valia para reforçar o sistema de saúde, no momento em que se pretende alcançar os objectivos do milénio para a área da Saúde e também conseguir mais equidade, sustentabilidade e qualidade no sector da Saúde.

Assegurou ainda que é fundamental formar os gestores dos Recursos Humanos para que possam definir as necessidades existentes e atingir metas no sector da saúde, ou seja, ter instrumentos de gestão adequados.

Segundo a Ministra-adjunta e da Saúde, depois de se ter feito um esforço enorme para melhorar os indicadores sociais, Cabo Verde basicamente já atingiu os objectivos do milénio em matéria de mortalidade infantil e materna e o acesso aos serviços de saúde, e em termos de infra-estruturação, mas não basta construir hospitais, maternidades, centrais de consultas, pois é preciso gerir os recursos em função das necessidades e ter no momento certo especialistas à disposição em função do perfil epidemiológico do país.

O país está em momento de transição, em que as doenças não transmissíveis prevalecem, por isso precisa - se de perfis diferentes que possam tratar estas doenças. E garantir essa transição, ou seja, adaptar os sistemas de saúde às necessidades da população e ter gestores de RH capacitados é modernizar a gestão deste sector em Cabo Verde e sobretudo ter uma saúde com mais qualidade.